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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

A mãe, por todo o lado

Mary, 25.05.20

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Sou orfã  de mãe.

Ela tinha 36 anos e eu 5 dias de vida quando deixou de ser o meu colo para ser o meu anjo da guarda,até hoje e provavelmente para sempre.

Sempre soube da verdade. Apesar de ter tido uma mãe de carne e isso para me criar e lhe dar uma valente trabalheira, a minha mãe mesmo estava no cemitério.

Foi isto que me foi incutido desde que me lembro.

Mas nunca foi assim que eu vi o assunto e é a primeira vez que falo nisto.

A ideia de mãe para mim é repartida por duas, ou melhor ultimamente por três. 

O certo é que me foi apresentado um retrato de uma senhora, de quem herdei o formato dos lábios, o nariz e o queixo e alguns trejeitos, diz quem a conheceu.

A minha mãe. 

Pra mim a minha mãe estava em casa, grávida do meu mano mais novo...mas disse que eu não tinha vindo da barriga dela.

Então mas eu vim de onde? Ah...

Foi assim que entendi o real significado da maternidade. Aos 6 anos.

Acho que vem desta história a relação tão próxima que tenho com o misticismo. Era lá que estava a minha mãe, sentir o amor dela é algo místico, já não é terreno..

Por isso a tomei como anjo da guarda. Constantemente sinto uma presença, uma segurança, uma paz lá no fundo de " nada temas que estou aqui".

Sinto-a por todo o lado. Parece que a natureza fala por ela, me reconforta e afaga como ela não pode fazer.

Nunca me sinto realmente só, e espero que ela esteja por aí, por perto.

Posso não ter tido o colo mas tive colo.

Fez-me falta. 

Mas pronto...

A vida é mesmo muito irónica.

 

 

 

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