Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Fala-me de amor...

Mary, 09.07.20

7837ba93604740d511ad4cb3c3abedfd.jpg

Sussura-me ao ouvido, baixinho, o quanto gostas de mim.

Dá-me a mão e nunca mais a largues, nunca mais me largues, nunca mais te vás.

Beija-me nos lábios para me arrepiar, beija-me até me cansar, beija-me..

E abraça-me, amassa-me, acaricia, perde-te. Eu já me perdi nos teus olhos banais, e quero continuar por lá perdida.

Cantarola aquela primeira canção que tantas vezes te dediquei. Mas só o refrão, o resto da música faz-me doer cada milimetro da alma quando sinto falta de ti.

E agora estás aqui, e não quero desgrudar da tua beira, agora e a minha vida inteira. 

Diz-me coisas bonitas, mantém o ar aluado, o cabelo em desalinho, ora feliz ou mal humorado.

Fala-me de amor, sem hora marcada, sem eu esperar, só pra me veres corada.

"yo're in my head...

always, always..."

 

 

O calor do teu abraço

Mary, 29.06.20

original (7).jpg

Não te quero perder.

Não quero pensar num dia sem a tua parvoíce, sem a tua contundência, sem a tua tão típica provocaçãozinha..

Não quero imaginar o futuro sem as tuas gargalhadas.

Sem a tua segurança que por vezes parece arrogância mas depois dou-te troco e acabamos mais uma vez a rir...

Sem ti.

Escondo-me no calor do teu abraço. 

Enquanto me abraças parece que o Mundo volta a sua ordem, tudo fica bem melhor, a vida volta a saber bem...

Sei que preciso disso mas mais do que a necessidade, é realmente gostar.

E sim, acho que gosto de ti.

Esse meu grande amor

Mary, 30.05.20

casal2.jpg

Trocaste-me as voltas.

Eras suposto seres o homem de uma noite de carência, o homem para me satisfazer e esquecer, para abandonar de manhã sem adeus ou até depois.

Eras suposto seres mais um.

Foi com este pensamento que te abordei, fui direta ao assunto, a tua mão não largou mais a minha cintura e a minha não tardou muito dentro das tuas calças. O material era de qualidade.

Não tardámos muito a sentir a pele um do outro, perdidos entre ir e voltar e o suor e o teu gosto e o meu tudo junto. 

Tinha fome de ti e não sabia.

Não nos demos descanso a noite toda, perdemos a conta ás posições e divisões, as bocas não descolavam, os corpos não arrefeciam e soube sempre a pouco.

Até amanhecer e ser altura de ir.

Durante todo aquele tempo na minha mente foste o tipo incrível com quem tive uma noite de loucura. Ficaste na memória mas não quis estragar a imagem com que fiquei de ti.

Por isso nunca te procurei.

A vida tinha outros planos para nós.

Caía uma terrível trovoada e eu tinha saído sem chapéu de chuva. Caminhava nas calmas pela rua. Não sei como mas reconheceste-me.

Embasbaquei.

-Anda comigo- Dissseste. E eu como um automato, fui.

Era a mesma casa daquela noite. Olhei em volta e o sorriso foi inevitável.

Encostas-te a tua cara a minha e roubaste-me esse beijo que mudou tudo, o mesmo que inexplicavelmente me apaixonou ou talvez já estivesse mas tanto fracasso amoroso nem me fez pensar no assunto.

Perdi a conta ao tempo que tivemos abraçados, entre beijos e carinhos.

Sei que desde esse dia nunca mais te larguei.

A mãe, por todo o lado

Mary, 25.05.20

66017cb989ff7b507772a7cfcbb8a9cd.jpg

Sou orfã  de mãe.

Ela tinha 36 anos e eu 5 dias de vida quando deixou de ser o meu colo para ser o meu anjo da guarda,até hoje e provavelmente para sempre.

Sempre soube da verdade. Apesar de ter tido uma mãe de carne e isso para me criar e lhe dar uma valente trabalheira, a minha mãe mesmo estava no cemitério.

Foi isto que me foi incutido desde que me lembro.

Mas nunca foi assim que eu vi o assunto e é a primeira vez que falo nisto.

A ideia de mãe para mim é repartida por duas, ou melhor ultimamente por três. 

O certo é que me foi apresentado um retrato de uma senhora, de quem herdei o formato dos lábios, o nariz e o queixo e alguns trejeitos, diz quem a conheceu.

A minha mãe. 

Pra mim a minha mãe estava em casa, grávida do meu mano mais novo...mas disse que eu não tinha vindo da barriga dela.

Então mas eu vim de onde? Ah...

Foi assim que entendi o real significado da maternidade. Aos 6 anos.

Acho que vem desta história a relação tão próxima que tenho com o misticismo. Era lá que estava a minha mãe, sentir o amor dela é algo místico, já não é terreno..

Por isso a tomei como anjo da guarda. Constantemente sinto uma presença, uma segurança, uma paz lá no fundo de " nada temas que estou aqui".

Sinto-a por todo o lado. Parece que a natureza fala por ela, me reconforta e afaga como ela não pode fazer.

Nunca me sinto realmente só, e espero que ela esteja por aí, por perto.

Posso não ter tido o colo mas tive colo.

Fez-me falta. 

Mas pronto...

A vida é mesmo muito irónica.