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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

A festa.

Mary, 07.06.20

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Esperei por ti toda a noite.

Vagueei entre braços e abraços,ansiosa por a noite acabar e finalmente perder-me nos teus. 

Ser tua, não haver vestido a estorvar, não haver o perigo de alguém nos incomodar, não haver nada além de nós.

E tu, e as tuas mãos, nas minhas curvas, e eu a perder o juízo perdida em ti.

E toda a espera a ganhar razão de ser, o desejo guardado, o vestido amarrotado, rasga-o ou tira-o de vez!

Quero-te sentir.

Quero-te pelado, suado e a sorrir de matreiro. Quero o teu corpo por inteiro. 

Quero-te de qualquer maneira, onde der, como der, não importa.

Não importa o que tiver de esperar para te ter.

É a ti que quero, mas mais do que isso, é a ti que eu amo.

 

 

Esse meu grande amor

Mary, 30.05.20

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Trocaste-me as voltas.

Eras suposto seres o homem de uma noite de carência, o homem para me satisfazer e esquecer, para abandonar de manhã sem adeus ou até depois.

Eras suposto seres mais um.

Foi com este pensamento que te abordei, fui direta ao assunto, a tua mão não largou mais a minha cintura e a minha não tardou muito dentro das tuas calças. O material era de qualidade.

Não tardámos muito a sentir a pele um do outro, perdidos entre ir e voltar e o suor e o teu gosto e o meu tudo junto. 

Tinha fome de ti e não sabia.

Não nos demos descanso a noite toda, perdemos a conta ás posições e divisões, as bocas não descolavam, os corpos não arrefeciam e soube sempre a pouco.

Até amanhecer e ser altura de ir.

Durante todo aquele tempo na minha mente foste o tipo incrível com quem tive uma noite de loucura. Ficaste na memória mas não quis estragar a imagem com que fiquei de ti.

Por isso nunca te procurei.

A vida tinha outros planos para nós.

Caía uma terrível trovoada e eu tinha saído sem chapéu de chuva. Caminhava nas calmas pela rua. Não sei como mas reconheceste-me.

Embasbaquei.

-Anda comigo- Dissseste. E eu como um automato, fui.

Era a mesma casa daquela noite. Olhei em volta e o sorriso foi inevitável.

Encostas-te a tua cara a minha e roubaste-me esse beijo que mudou tudo, o mesmo que inexplicavelmente me apaixonou ou talvez já estivesse mas tanto fracasso amoroso nem me fez pensar no assunto.

Perdi a conta ao tempo que tivemos abraçados, entre beijos e carinhos.

Sei que desde esse dia nunca mais te larguei.