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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

A valsa

Mary, 27.07.20

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Disseste que não sabias dançar.

Peguei-te na mão e beijei-te ao de leve....

Deixa-te ir.

Lentamente, por entre uma pisadela e outra, ensinei-te o compasso daquela valsa que além de simples , me diz muito.

A dada altura, o meu vestido já esvoaçava, os teus pés não me pisavam e o teu nervosismo inicial deu lugar a um brilhozinho nos olhos.

Dançámos até doer os pés e quando começaram a doer tiramos os sapatos e continuamos a dança sem roupa e a compasso do desejo.

Acordamos abraçados, a sorrir e terminámos o show já a manhã ia alta.

 

Onde é que íamos?

Idiossincrasias

Mary, 24.07.20

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9h20 da manhã.

Duche morno para um corpo ainda quente numa manhã fria.

Fechei os olhos e procurei a paz que o teu desassossego me tira.

Respirei fundo e sorri....

Ao sair, lá estavas tu,a olhar-me com o teu modo crítico de sempre. 

Sendo tu assim tão esquisito, como raio me desejavas tanto assim?

As minhas pequenas estrias na fronteira da barriga com as costas.

A depilação que começava a precisar de ser feita, principalmente na zona púbica, sítio primordial para ti.

O cabelo desalinhado do banho, as olheiras.

Abriste o toalhão que nos entretantos me tapava e te passou também a envolver.

Encostei a cara ao teu peito e respirei o leve aroma a suor que ficara da noite passada.

Beijaste-me na testa e ficámos assim um bom bocado.

Estava em paz.

Pausa para cafuné

Mary, 12.07.20

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Depois do clímax, do apogeu de tanta diabrura, de te perderes feito insaciável nas minhas curvas, acalmas.

O teu olhar reluz, o teu corpo sua, o teu cabelo está em desalinho. 

Fiz um bom trabalho.

E por muito que me queira aproximar, esconder-me nos teus braços, enebriar-me no teu cheiro, resisto e contemplo-te.

Assim, como se aprecia arte. 

A simetria perfeita do teu rosto, os teus braços, o teu peito. O colo, o membro, as pernas vigorosas. Tu.

Perfeito, malandro, assanhado, rebelde.

Olhas-me de soslaio e sorris.

Cedo finalmente e abraço-te, mordisco-te o lábio. 

Beijas-me languidamente, as mãos recomeçam a percorrer-me, nem pensar em resistir-te.

Em que round é que íamos?

 

E uma banda sonora para acompanhar a leitura...

https://www.youtube.com/watch?v=3vmj_wTU-zw

 

 

 

Ao anoitecer...

Mary, 24.06.20

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Perdi as mãos no teu cabelo, colei-me ao teu corpo, entrei em delírio...sei lá bem onde fui parar.

Desvaneci nos teus sentidos, misturei o teu suor com o meu, a minha boca que te percorria, o teu corpo que me pedia...sabe-me bem perder-me em ti.

Vimos o dia findar e a noite surgir, deslumbrados e ao mesmo tempo aluados porque embora neste mundo, estávamos noutra dimensão...completamente absortos em curvas desmedidas, suspiros apaixonados e a loucura que parecia não ter fim. E as ideias...

Voltei á Terra, escondi-me nos teus braços e adiei ao máximo a despedida. 

Espero por ti de novo, ao anoitecer.

A tremenda insatisfação de estar só.

Mary, 10.06.20

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No outro dia dei por mim a fazer contas.

Passaram dois anos desde o fim do que tive mais parecido com um namoro.

Dois anos.

De noites bem passadas, memoráveis e que, em alguns casos tive mesmo pena de não passarem daí.

De uma liberdade incrível mas ao mesmo tempo solitária.

De um ganhar de atitude que doutro modo não me teria sido possível.

Perdi muito do pudor, aceitei o meu corpo e hoje em dia não tenho medo de assumir que me amo, acima de tudo.

Mas...

Falta a intimidade que a amizade não permite por bom senso.

Falta aquela troca de olhares, o toque como quem não quer a coisa.

Falta a cumplicidade.

O companheirismo.

Poder dar aso a tanta ideia romântica que ando a remoer.

E o melhor é ser gostada, ver apreciadas pequenas coisas que as vezes até nem se gosta.

Sim, trata-se de uma escolha que fiz, e prezo a minha liberdade e muito.

Mas...também custa estar só.

A festa.

Mary, 07.06.20

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Esperei por ti toda a noite.

Vagueei entre braços e abraços,ansiosa por a noite acabar e finalmente perder-me nos teus. 

Ser tua, não haver vestido a estorvar, não haver o perigo de alguém nos incomodar, não haver nada além de nós.

E tu, e as tuas mãos, nas minhas curvas, e eu a perder o juízo perdida em ti.

E toda a espera a ganhar razão de ser, o desejo guardado, o vestido amarrotado, rasga-o ou tira-o de vez!

Quero-te sentir.

Quero-te pelado, suado e a sorrir de matreiro. Quero o teu corpo por inteiro. 

Quero-te de qualquer maneira, onde der, como der, não importa.

Não importa o que tiver de esperar para te ter.

É a ti que quero, mas mais do que isso, é a ti que eu amo.

 

 

Acreditar.

Formas sublimes de ser ursa.

Mary, 15.05.20

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Tento não perder a magia no olhar. Tento não deixar de acreditar que hei-de conseguir, que a persistência vai dar resultados e que estou no bom caminho.Tento. Mais uma conversa, mais um olhar, um toque, charme á mistura e já penso em casamento.

No dia seguinte nem se lembra de mim.

 Precisei de seis anos para fazer as pazes com o meu corpo, ficar em paz com as curvas, não sentir repulsa por me sentir desejada. Agora até tenho vaidade nisso....

Taureava o desejo a solo, encarava-o como algo secreto. Ninguém podia saber que eu tinha vontades, fiz de tudo para que me vissem como assexuada, enjoada ou puritana. Perdi o medo e fui a jogo, perdi no final mas não me arrependi. Retornei. Mais um fiasco. Igualmente segura. E bem vistas as coisas, o sexo até valeu a pena.