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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

porque esta noite queria ter-te aqui

Mary, 09.08.20

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Não vale a pena andar com floreados.

Sentir falta de alguém importante é complicado de gerir.

Parece que de repente tudo faz lembrar a pessoa, tudo nos leva até ela, relembra dela...

Daí a surgir a saudade é um instante.

E quando o afastamento é súbito, tentar perceber a razão.

Será que a culpa foi maioritariamente nossa?

Será?

A mente bloqueia, o coração não entende, o universo não ajuda...

E eu só queria ter-te aqui.

Olhar-te nos olhos para te poder enfim entender.

Pedir desculpa e envolver-te num abraço, choramingar de alívio e acabarmos a gargalhada pela figurinha.

Acabar a noite perdida de mim e cada vez embrenhada em ti, nas tuas certezas, nas tuas curvas...

Amanhecer contigo ao lado e ter a certeza de que já passou.

Mas não, ainda não passou.

E eu não sei que faça...

Só sei que te queria ter aqui.

 

Something magical...

Mary, 31.07.20

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Rendi-me áquele lugar.

Sinto-me pertença dali.

Não sei se é mistica, ou magia, ou o carinho que vou ganhando a cada regresso.

O facto é que me sinto muito bem ali.

Sinto-me em casa.

E acalento o sonho , já a algum tempo, de tentar reverter a desertificação, de trazer gente, de tornar o lugar conhecido, de mais do que tentar explicar a minha paixão, é provar que tem fundamento, mostrar o que tanto me encanta ali..

É uma pena o abandono a que já vai sendo deixado. Uma pena mesmo.

Certa vez enchi-me de coragem e escrevi um email á Presidência da República, a sugerir uma visita por meio de aferir no terreno a desertificação do interior.

Recebi a resposta do chefe da casa civil, obviamente foi recusada.

O sr. Presidente , a CMTV e os abutres só aparecem quando há desgraça. É certinho.

O sonho continua cá, e no momento certo da minha vida vai materializar-se.

Acredito firmamente nisso.

 

 

 

A valsa

Mary, 27.07.20

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Disseste que não sabias dançar.

Peguei-te na mão e beijei-te ao de leve....

Deixa-te ir.

Lentamente, por entre uma pisadela e outra, ensinei-te o compasso daquela valsa que além de simples , me diz muito.

A dada altura, o meu vestido já esvoaçava, os teus pés não me pisavam e o teu nervosismo inicial deu lugar a um brilhozinho nos olhos.

Dançámos até doer os pés e quando começaram a doer tiramos os sapatos e continuamos a dança sem roupa e a compasso do desejo.

Acordamos abraçados, a sorrir e terminámos o show já a manhã ia alta.

 

Onde é que íamos?

Guarda esse feitio de m.. que tens p'ra ti.

Mary, 27.07.20

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tantas vezes...

Aquele olhar fulminante, os lábios finos, quase espremidos, a expressão dura...

O meu mau feitio.

Ou como diz uma tia minha " és muito melindrosa, qualquer coisinha ficas logo coise..."

Tenho dias em que começa logo de manhã e aí geralmente o café resolve.

Depois há aquele que surge durante o dia devido a alguma situação.

Só passa resolvendo a dita situação.

Mau feitio a noite é raro, felizmente.

Por norma consigo que me deixem em paz e o par de trombas geralmente tem esse objetivo, estou irritada e preciso de pensar, preciso de não ouvir ninguém, preciso de um momento para me abstrair do mundo...

Felizmente, acaba sempre por passar.

 

Idiossincrasias

Mary, 24.07.20

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9h20 da manhã.

Duche morno para um corpo ainda quente numa manhã fria.

Fechei os olhos e procurei a paz que o teu desassossego me tira.

Respirei fundo e sorri....

Ao sair, lá estavas tu,a olhar-me com o teu modo crítico de sempre. 

Sendo tu assim tão esquisito, como raio me desejavas tanto assim?

As minhas pequenas estrias na fronteira da barriga com as costas.

A depilação que começava a precisar de ser feita, principalmente na zona púbica, sítio primordial para ti.

O cabelo desalinhado do banho, as olheiras.

Abriste o toalhão que nos entretantos me tapava e te passou também a envolver.

Encostei a cara ao teu peito e respirei o leve aroma a suor que ficara da noite passada.

Beijaste-me na testa e ficámos assim um bom bocado.

Estava em paz.

Proud Mary

look at you, girl!

Mary, 22.07.20

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Lembras-te?

Quando o frio te fazia doer as mãos e as apertavas no pano para aquecerem?

Quando eras a primeira a chegar e cantarolavas aquela canção no pátio , tantas vezes?

Lembras-te de todas as vezes que desejaste ver-te livre da melancolia, da vida não ser tão pesada, tão dura?

Olha para ti, agora!

De vestido florido e livro na mão a passear pela cidade, ora com auriculares, ora sem, mediante a pressa.

Os únicos horários com que tens de te preocupar é a hora da saída da colega, para a senhora não ficar sozinha. E ainda arranjaste uma avó por quem tens um carinho genuíno.

A solidão ainda te pesa, mas já é diferente. Estás livremente só.

Já começas a ter a vida que escolheste para ti. Agora é não desistir e sobretudo, não ter medo.

Keep going.

Vestido com uma fita azul á cinta

Mary, 18.07.20

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Estou nervosa.

É mais um trabalho, uma responsabilidade tamanha.

Mas...ainda assim, o nervosismo está cá.

Se há coisa da qual tenho a certeza é que este Verão vai ser transformador, porque já o está a ser.

Fazer outras coisas fora da minha área tem sido enriquecedor, fui buscar qualidades que nem sabia que tinha.

Recuperei alguma sensibilidade.

Afinal não gosto só do campo.

 O campo vai ser sempre o meu habitat natural.

E estas experiências também vão melhorar a forma como trabalho e como lido com os outros. É assim que estou a encarar isto.

Mas, se a crise me obrigar a fazer outras coisas, a ter de me reinventar, porque uma casa não se mantém do ar, vou sem medo.

Hoje estou só nervosa.

Bonita, bem arranjada, mas nervosa.

Bom fim de semana e cuidado com o calor :)