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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

porque esta noite queria ter-te aqui

Mary, 09.08.20

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Não vale a pena andar com floreados.

Sentir falta de alguém importante é complicado de gerir.

Parece que de repente tudo faz lembrar a pessoa, tudo nos leva até ela, relembra dela...

Daí a surgir a saudade é um instante.

E quando o afastamento é súbito, tentar perceber a razão.

Será que a culpa foi maioritariamente nossa?

Será?

A mente bloqueia, o coração não entende, o universo não ajuda...

E eu só queria ter-te aqui.

Olhar-te nos olhos para te poder enfim entender.

Pedir desculpa e envolver-te num abraço, choramingar de alívio e acabarmos a gargalhada pela figurinha.

Acabar a noite perdida de mim e cada vez embrenhada em ti, nas tuas certezas, nas tuas curvas...

Amanhecer contigo ao lado e ter a certeza de que já passou.

Mas não, ainda não passou.

E eu não sei que faça...

Só sei que te queria ter aqui.

 

Depois de ti...

Mary, 09.08.20

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Depois de ti há o recomeço.

Fechar as gavetas da memória, tirar-te de mim.

Apagar os registos de chamadas, as mensagens, as fotos.

Apagar-te e retomar a vida onde a deixei quando tu chegaste.

Tentar avançar, aos poucos.

Desviar-me do teu caminho, seguir a minha rota, seja lá onde ela for dar.

Sem medos.

Sem ilusões.

Sem ti no horizonte.

Habituar-me a estar sem ti.

 

 

 

E o teu cheirinho a mistolin...

Mary, 02.08.20

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Domingo.

Dia de sair a rua de pijama sem parecer que estou de pijama.

Dia de dar música aos vizinhos.

Dia das limpezas, de preparar a semana.

De preparar o que aí vem.

Haja lava-tudo perfumado, mistolin, um pano e um tacho com água. Se bem que eu gosto mesmo é da vassoura...Faz-me sentir má!

Em countdown para as vindimas e para o exame de condução.

Esperemos que o mês de Agosto seja mesmo querido...

Noturno

Mary, 16.07.20

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Se o mar te levar,

Para longe de terra,

Ficarei no cais

Á tua espera.

Se o vento te levar,

Para o alto da montanha,

Invento uma artimanha

E vou lá ter.

O fogo não te toca,

Tu já és brasa;

A terra não me engole,

Fiz dela casa.

A natureza que nos escuta,

Que toma conta de nós,

Fica sempre mais bonita

Quando estamos a sós.

A noite caiu,

E o céu estrelado,

Ganha outro encanto,

Quando estás do meu lado.

 

 

 

 

Admite...

Mary, 13.06.20

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Já choraste por amor.

Já tiveste a esperança de um final feliz onde ainda nada tinha começado.

Já fizeste planos que saíram completamente ao lado.

Já te enganaste em relação a impressão que tinhas de alguém, tanto boa como má.

Já tiveste que esquecer a pessoa que achavas com quem ias ficar até ao fim da tua vida.

Já não acreditas no "felizes para sempre".

E provavelmente já não tens aquela ideia cor-de-rosa no que toca ao amor.

Passaste por isto tudo e achas que tanta mágoa te impossibilita de voltar a amar.

Até voltar a acontecer.

Até a magia voltar a nascer dentro de ti.

E as borboletas voltarem, e o brilhozinho no olhar.

E tudo recomeça.

A festa.

Mary, 07.06.20

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Esperei por ti toda a noite.

Vagueei entre braços e abraços,ansiosa por a noite acabar e finalmente perder-me nos teus. 

Ser tua, não haver vestido a estorvar, não haver o perigo de alguém nos incomodar, não haver nada além de nós.

E tu, e as tuas mãos, nas minhas curvas, e eu a perder o juízo perdida em ti.

E toda a espera a ganhar razão de ser, o desejo guardado, o vestido amarrotado, rasga-o ou tira-o de vez!

Quero-te sentir.

Quero-te pelado, suado e a sorrir de matreiro. Quero o teu corpo por inteiro. 

Quero-te de qualquer maneira, onde der, como der, não importa.

Não importa o que tiver de esperar para te ter.

É a ti que quero, mas mais do que isso, é a ti que eu amo.

 

 

Esse meu grande amor

Mary, 30.05.20

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Trocaste-me as voltas.

Eras suposto seres o homem de uma noite de carência, o homem para me satisfazer e esquecer, para abandonar de manhã sem adeus ou até depois.

Eras suposto seres mais um.

Foi com este pensamento que te abordei, fui direta ao assunto, a tua mão não largou mais a minha cintura e a minha não tardou muito dentro das tuas calças. O material era de qualidade.

Não tardámos muito a sentir a pele um do outro, perdidos entre ir e voltar e o suor e o teu gosto e o meu tudo junto. 

Tinha fome de ti e não sabia.

Não nos demos descanso a noite toda, perdemos a conta ás posições e divisões, as bocas não descolavam, os corpos não arrefeciam e soube sempre a pouco.

Até amanhecer e ser altura de ir.

Durante todo aquele tempo na minha mente foste o tipo incrível com quem tive uma noite de loucura. Ficaste na memória mas não quis estragar a imagem com que fiquei de ti.

Por isso nunca te procurei.

A vida tinha outros planos para nós.

Caía uma terrível trovoada e eu tinha saído sem chapéu de chuva. Caminhava nas calmas pela rua. Não sei como mas reconheceste-me.

Embasbaquei.

-Anda comigo- Dissseste. E eu como um automato, fui.

Era a mesma casa daquela noite. Olhei em volta e o sorriso foi inevitável.

Encostas-te a tua cara a minha e roubaste-me esse beijo que mudou tudo, o mesmo que inexplicavelmente me apaixonou ou talvez já estivesse mas tanto fracasso amoroso nem me fez pensar no assunto.

Perdi a conta ao tempo que tivemos abraçados, entre beijos e carinhos.

Sei que desde esse dia nunca mais te larguei.