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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

A entrega

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Estou de direta.

Ou talvez ainda não tenha acordado...

Ainda te vejo ali deitado, na minha cama cada vez mais nossa, depois duma noite mágica...

Ainda tenho dúvidas se não foi tudo um sonho bom..

Maravilhosamente bom.

O quarto está num desalinho...

Encontro o meu pijama amarrotado e as minhas cuecas perdidas nos lençóis...

Nas paredes ainda ecoam as gargalhadas, as confidências, os beijos ruidosos...

Coitados dos vizinhos.

Mais do que te sentir, a noite passada foi o meu render definitivo a ti.

Foi o meu render a uma história improvável, a um amor calmo e doce mas cada vez sedutor.

Um amor de tal modo forte que já vai sabendo driblar o meu azedume, mas sobretudo, o meu mau feitio, que sempre achei defesas  intransponíveis.

Substimei-te. E de que maneira.

 

 

Idiossincrasias

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9h20 da manhã.

Duche morno para um corpo ainda quente numa manhã fria.

Fechei os olhos e procurei a paz que o teu desassossego me tira.

Respirei fundo e sorri....

Ao sair, lá estavas tu,a olhar-me com o teu modo crítico de sempre. 

Sendo tu assim tão esquisito, como raio me desejavas tanto assim?

As minhas pequenas estrias na fronteira da barriga com as costas.

A depilação que começava a precisar de ser feita, principalmente na zona púbica, sítio primordial para ti.

O cabelo desalinhado do banho, as olheiras.

Abriste o toalhão que nos entretantos me tapava e te passou também a envolver.

Encostei a cara ao teu peito e respirei o leve aroma a suor que ficara da noite passada.

Beijaste-me na testa e ficámos assim um bom bocado.

Estava em paz.

Love you, by the way.

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Tu, companhia de conversas intermináveis.

De gargalhadas sonoras e reflexões profundas...

De prazeres secretos e noites vadias...

Tu.

Mesmo sabendo que não sou exatamente ao teu gosto, mas lá no fundo até me gostas.

Mesmo sabendo das barreiras, não desgrudo.

Mesmo tendo noção do tanto que nos separa, prefiro pensar no tanto que nos une.

Mas o azeite de Trás-os-Montes é melhor do que o alentejano.

Vinho do Douro, nem se fala.

E não critico o teu clube porque enfim...

Love you, anyway.

 

 

https://www.youtube.com/watch?v=sVaRHJn_dgM

Fala-me de amor...

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Sussura-me ao ouvido, baixinho, o quanto gostas de mim.

Dá-me a mão e nunca mais a largues, nunca mais me largues, nunca mais te vás.

Beija-me nos lábios para me arrepiar, beija-me até me cansar, beija-me..

E abraça-me, amassa-me, acaricia, perde-te. Eu já me perdi nos teus olhos banais, e quero continuar por lá perdida.

Cantarola aquela primeira canção que tantas vezes te dediquei. Mas só o refrão, o resto da música faz-me doer cada milimetro da alma quando sinto falta de ti.

E agora estás aqui, e não quero desgrudar da tua beira, agora e a minha vida inteira. 

Diz-me coisas bonitas, mantém o ar aluado, o cabelo em desalinho, ora feliz ou mal humorado.

Fala-me de amor, sem hora marcada, sem eu esperar, só pra me veres corada.

"yo're in my head...

always, always..."

 

 

Dás-me ranço.

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Irritas-me até ao tutano.

Usas e abusas do sarcasmo, e as tiradas irónicas, e a tua arrogância sobejamente conhecida...

Dás-me cabo da paciência, e da teimosia, e das ideias pré-concebidas e da segurança e do que te apetece.

Já não te suporto. Já não te consigo tolerar.

Já não te consigo ouvir a voz e fujo ao mínimo sinal dos teus passos.

Já ouvi as tuas bagatelas uma por uma, já as refutei, já me cansei.

Acabou-se o jogo, final da história, vai chatear outra ou outro..

Sem xeque-mate, a Rainha simplesmente tinha mais do que fazer. Ao invés de caçar o Rei, mandou-o a merda.

Já nem é ódio, é desdém puro, é não te desejar mal, é apenas não querer ter mais nada a ver contigo.

Dás-me ranço.

Obra tua, decisão minha.

Ao anoitecer...

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Perdi as mãos no teu cabelo, colei-me ao teu corpo, entrei em delírio...sei lá bem onde fui parar.

Desvaneci nos teus sentidos, misturei o teu suor com o meu, a minha boca que te percorria, o teu corpo que me pedia...sabe-me bem perder-me em ti.

Vimos o dia findar e a noite surgir, deslumbrados e ao mesmo tempo aluados porque embora neste mundo, estávamos noutra dimensão...completamente absortos em curvas desmedidas, suspiros apaixonados e a loucura que parecia não ter fim. E as ideias...

Voltei á Terra, escondi-me nos teus braços e adiei ao máximo a despedida. 

Espero por ti de novo, ao anoitecer.

Mau de cama, mau carácter e para esquecer.

Eu tinha-o arrumado na minha gavetinha mental, e para lá voltou.

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Eu achei que ia rolar, que ia ser um remember como nos velhos tempos.

Levei o mau feitio do costume mas ele desta vez tinha uma arrogância que não lhe conhecia.

Foi bruto.

Foi a vontade que não surgiu. E do nada, um sentimento súbito "o que é que eu estou aqui a fazer".

Soltei-me e fugi. Sem tristeza , revoltada comigo mesma porque nem devia ter ido.

É passado.

Isto de estar sozinha não tem sido fácil, já falei várias vezes disso aqui. Mas também não é qualquer coisa. Não é o desespero. 

Não ter sexo a doer, é dar-me a alguém com quem realmente me sinta bem.

É sentir-me feliz. É ser tocada como gosto. É não servir qualquer coisa porque ninguém me quer...

Whatever...

O bom rebelde.

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Ele estava arrumadinho na gaveta das memórias... Era aquele caso que já dava por terminado, morto e enterrado.

Até ontem.

Ontem era manhã e o olhar dele não me largou... Estávamos em zonas opostas da esplanada, deu os bons dias, o que não esperava.

Voltámos a falar e não nego que a hipótese de me voltar a envolver com ele não me está a deixar bem alegre. Só que passaram quatro meses, ele diz que gosta de mim mas que não quer que o pressione. Eu não quero fazer dele troféu nem trazê-lo com uma trela. Apenas saber com o que contar...

A conversa hoje foi basicamente isto.

A quatro meses atrás, ele era meu vizinho. E eu não tinha ainda televisão, nem o computador nem a net instalada cá em casa. Estava a trabalhar a mais de 100km de distância de casa, as coisas não estavam a correr bem. Ele re-surgiu na minha vida na altura certa. Já o conhecia, já tínhamos tentado ter sexo no verão passado mas retraí-me e não rolou. No inverno, está frio e sabe melhor estar juntinho. Tivemos algumas noites épicas, seja intimamente ou não.

Chorei-lhe no ombro, descarreguei algumas vezes nele sem ter culpa nenhuma. Dormiu algumas noites mal a conta do meus pulsos abertos (Síndrome do túnel do carpo, uma lesão de esforço).

Até inesperadamente mudar de casa, até ter ficado danada por não me ter dito nada, por tê-lo confrontado e ele não ter gostado. Depois foi seguir em frente, muitas horas no chat, os dois casos arquivados de que já aqui falei. Ele foi muito importante numa altura em que me senti muito só. Curiosamente, tenho sentido uma solidão parecida... Agora por diante, sei lá... Aguardem os próximos capítulos.!!

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