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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

O abominável

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Dei por mim com medo.

Medo de um retrocesso.

Medo que a luta de tantas seja em vão.

Medo que mentes como a do o professor Aguilar um dia cheguem ao poder.

Medo de me ver condicionada por ser mulher.

Eu, que quando era pequena cheguei a dizer aos meus pais que queria ser homem para poder ser mais livre...

Eu, feminista convicta, senhora do meu nariz e da minha liberdade.

É não deixar os retrógados dominar a cena ou vamos ter sarilho...

É não ter medo de lutar pela dignidade que nos é devida.

Vivo num país democrático e a democracia não é um patriarcado.

Nem nunca devia ter sido.

All i need is...

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Olhei para este modelito, sabendo que nunca calçarei algo assim.

Tenho o pé grande alto e largo, o dito 40 biqueira larga, e é um filme para encontrar calçado que sirva e não seja um modelo entre o " dá para os dois", masculino e o puro mau gosto.

Mas as mulheres de pé grande são menos femininas do que as outras?

Para as marcas de calçado, parece que sim.

Chegam ali ao tamanho 39 e....para o resto não há direito.

Não há sabrinas para tamanhos grandes.

Não há calçado de salto alto minimamente bonito para tamanhos grandes.

Mas o mais escandaloso foi descobrir que há sapatilhas que não há 40. (Isto é especialmente doloroso quando se anda a namorar certo modelito durante semanas e depois....)

Isto tem que acabar.

Basta de cingirem as patudas ás botas de trabalho e ás chinelas!

Basta do preconceito sobre a elegância dos pés grandes!

Basta de ouvir " só há até ao 39!".

Basta!!!!

A feminilidade é algo muito maior do que os nossos já grandes pés, por isso, queria pedir genuinamente que as marcas fizessem sapatos elegantes também para nós.

Mais do que algo lógico, é uma questão de igualdade.

 

Cada um reinvidica o que lhe doí. Eu luto para acabar com esta discriminação.

 

 

Desabafo ao fim do dia.

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Há coisas que só uma mulher sabe.

São as mulheres que carregam o mundo nas costas.

Somos a força motriz, na retaguarda durante tanto tempo e agora, mais do que nunca, perdemos o medo de pegar nas rédeas desta porra toda.

Somos mais do que a maquilhagem, o rabo empinado e os saltos. Somos isso tudo e muito mais num compacto de coragem andante.

Somos destemidas.

A coragem e a sagacidade é algo que trazemos já no adn, já nascemos como que avisadas que o mundo não vai ser nosso amigo.

Porque o mundo ainda não é um lugar bom pra se ser mulher.

Escrevo isto num exercício de auto-motivação, eu que durante tanto tempo dizia aos meus pais que queria ser homem para poder ser livre.

Afinal bastou sair lá de casa. 

Só tenho irmãos e de momento só trabalho com senhores. E não, não me sinto uma princesa. Mas sou tão ou mais feminina do que a profissão me permite.

Aliás...já levei com esse mito.

Tive pessoas que achavam que eu era meio-arrapazada. Depois vêm-me de cor de rosa, de brincos e toda a aparência de gaja boa que sou.

Afinal tudo é conciliável!

Só há uma coisa em que invejo os meus colegas: a facilidade com que podem fazer xixi no campo.

Eles é virarem as costas e bota largar águas.

Já eu, é andar km atrás de um sitio onde  possa...sem ter mirones.

Já eu, sou mulher no meio deles e não me posso queixar que não me respeitam, bem pelo contrário, sempre pedi que não me tratassem com cerimónias por isso. Estou em igualdade, vá, sou a chefe.

E como digo tantas vezes a minha mãe...coragem, mulherada! 

Isto não anda fácil...

 

 

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