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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Douro para turistas

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O Douro há-de ser sempre igual a si mesmo.

Imponente, selvagem, deslumbrante.

Mesmo que os turistas só possam ver as vistas de postal, mesmo que a verdadeira essência deste rio apaixonante esteja guardada as gentes de cá, aos trabalhadores das quintas que podem não conhecer os miradouros mas sabem os patamares de onde se tem a melhor vista...

E quem diz patamares diz vinha ao alto.

No Verão transborda de tons verdes, no outono a luz e as cores mais quentes nas vinhas dão-lhe um subtil alaranjado. No Inverno tem o tom amarelo barrento sujo que lhe dá o nome.

O contraste com a paisagem agreste invernil é qualquer coisa de maravilhoso.

Fico contente com tanta gente a ver cá em cima, a descobrir o nosso Reino Maravilhoso.

E serão sempre bem vindos e bem recebidos.

Mas...o verdadeiro encanto está reservado para os de cá.

No lugar dos outros..

 

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No lugar dos outros, somos os maiores..

Tomamos a dianteira da vida deles e qual problema, qual carapuça, vai tudo na frente!

Doença? Dr. Google ensina, explica e cura!

Drama? Um livrinho de auto-ajuda e os conselhos do Goucha e vai ver que não é nada!

Falta de dinheiro? Uma mézinha e tal...feito!

E uns óleos essenciais para acalmar a neura, uma baba de caracol para o rostinho, que você nem com uma plástica ficava bonita mas pronto...

Haja mais empatia e menos bagatelas.

Mais atenção e menos bitaites.

Saber estar quer-se e é bom..

Não é ter pena, não é coitadinhice, é ajudar, ser generoso. Sem tretas.

Inexplicável.

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O cheiro do campo pela manhã.

Varia com as estações do ano, com o estado do tempo, com o estado de alma.

A alvorada. 

Ver surgir o sol por entre a vegetação, a luz invadir os espaços pouco a pouco...

A beleza das sombras, os contrastes, a penumbra que vai dando lugar a luz.

Só quem sente. Só sentindo.

É inexplicável e inacreditavelmente bonito.

Tão bom.

É mágico.

 

Paraíso, 29 de Julho de 2020

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Meu querido,

voltei ao campo, tal e qual como te tinha dito, e não cabe nesta carta toda a alegria que sinto por tal regresso.

Voltei a casa, a essa aldeia adorada que tenho como minha e onde me sinto pertença. Parece que nunca cheguei a sair de lá.

Tão bom.

O cheiro do mato rasteiro logo pela manhã, ver a alvorada por entre as arvores, concentrar-me no trabalho e perder a noção de tempo...

A única coisa da qual não senti falta nenhuma foi de levantar de madrugada, já tinha esquecido e custou.

Mas pronto, respirei ar puro, voltei ao trabalho e logo num lugar tão importante para mim. Só coisas boas.

De ti, espero que esteja tudo bem porque está sempre.

Saudades algumas, do teu mau feitio nenhumas.

Beijo.

 

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