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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

porque esta noite queria ter-te aqui

Mary, 09.08.20

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Não vale a pena andar com floreados.

Sentir falta de alguém importante é complicado de gerir.

Parece que de repente tudo faz lembrar a pessoa, tudo nos leva até ela, relembra dela...

Daí a surgir a saudade é um instante.

E quando o afastamento é súbito, tentar perceber a razão.

Será que a culpa foi maioritariamente nossa?

Será?

A mente bloqueia, o coração não entende, o universo não ajuda...

E eu só queria ter-te aqui.

Olhar-te nos olhos para te poder enfim entender.

Pedir desculpa e envolver-te num abraço, choramingar de alívio e acabarmos a gargalhada pela figurinha.

Acabar a noite perdida de mim e cada vez embrenhada em ti, nas tuas certezas, nas tuas curvas...

Amanhecer contigo ao lado e ter a certeza de que já passou.

Mas não, ainda não passou.

E eu não sei que faça...

Só sei que te queria ter aqui.

 

A valsa

Mary, 27.07.20

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Disseste que não sabias dançar.

Peguei-te na mão e beijei-te ao de leve....

Deixa-te ir.

Lentamente, por entre uma pisadela e outra, ensinei-te o compasso daquela valsa que além de simples , me diz muito.

A dada altura, o meu vestido já esvoaçava, os teus pés não me pisavam e o teu nervosismo inicial deu lugar a um brilhozinho nos olhos.

Dançámos até doer os pés e quando começaram a doer tiramos os sapatos e continuamos a dança sem roupa e a compasso do desejo.

Acordamos abraçados, a sorrir e terminámos o show já a manhã ia alta.

 

Onde é que íamos?

Quando a saudade bate a porta

Mary, 21.07.20

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Preciso de ti.

Preciso de ti como do ar para viver, ou das pernas para caminhar...

Nada disto faz sentido.

Assim, agora...

Este vazio faz doer até a alma.

Esta saudade mata-me por dentro.

Mas quem sou eu para te pedir para voltares?

Que direito tenho eu disso?

Nunca chegou a ser mais do que a nossa cena estranha..

Mas...

Merda!

Eu amo-te....

E de repente tornaste-te o sentido.

E de repente tornei-me eternamente responsável por aquilo que cativo.

 

Noturno

Mary, 16.07.20

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Se o mar te levar,

Para longe de terra,

Ficarei no cais

Á tua espera.

Se o vento te levar,

Para o alto da montanha,

Invento uma artimanha

E vou lá ter.

O fogo não te toca,

Tu já és brasa;

A terra não me engole,

Fiz dela casa.

A natureza que nos escuta,

Que toma conta de nós,

Fica sempre mais bonita

Quando estamos a sós.

A noite caiu,

E o céu estrelado,

Ganha outro encanto,

Quando estás do meu lado.

 

 

 

 

Uma qualquer quinta feira de manhã

Mary, 16.07.20

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Na última madrugada houve farra, um pedido de casamento e um eventual date.

Deixei as conversas em aberto porque a hora era tardia e os olhos já começavam a querer fechar...

Mandei os bons dias, resolvi a conversa do pedido e ao date nem sei que dizer...

Tenho o resto do dia para assimilar que o Sporting perdeu...

Parabéns ao Porto que é campeão.

Podia ser uma banal quinta-feira, mas é hoje e é o dia que está a começar.

Bom dia 

 

Pausa para cafuné

Mary, 12.07.20

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Depois do clímax, do apogeu de tanta diabrura, de te perderes feito insaciável nas minhas curvas, acalmas.

O teu olhar reluz, o teu corpo sua, o teu cabelo está em desalinho. 

Fiz um bom trabalho.

E por muito que me queira aproximar, esconder-me nos teus braços, enebriar-me no teu cheiro, resisto e contemplo-te.

Assim, como se aprecia arte. 

A simetria perfeita do teu rosto, os teus braços, o teu peito. O colo, o membro, as pernas vigorosas. Tu.

Perfeito, malandro, assanhado, rebelde.

Olhas-me de soslaio e sorris.

Cedo finalmente e abraço-te, mordisco-te o lábio. 

Beijas-me languidamente, as mãos recomeçam a percorrer-me, nem pensar em resistir-te.

Em que round é que íamos?

 

E uma banda sonora para acompanhar a leitura...

https://www.youtube.com/watch?v=3vmj_wTU-zw

 

 

 

Fala-me de amor...

Mary, 09.07.20

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Sussura-me ao ouvido, baixinho, o quanto gostas de mim.

Dá-me a mão e nunca mais a largues, nunca mais me largues, nunca mais te vás.

Beija-me nos lábios para me arrepiar, beija-me até me cansar, beija-me..

E abraça-me, amassa-me, acaricia, perde-te. Eu já me perdi nos teus olhos banais, e quero continuar por lá perdida.

Cantarola aquela primeira canção que tantas vezes te dediquei. Mas só o refrão, o resto da música faz-me doer cada milimetro da alma quando sinto falta de ti.

E agora estás aqui, e não quero desgrudar da tua beira, agora e a minha vida inteira. 

Diz-me coisas bonitas, mantém o ar aluado, o cabelo em desalinho, ora feliz ou mal humorado.

Fala-me de amor, sem hora marcada, sem eu esperar, só pra me veres corada.

"yo're in my head...

always, always..."

 

 

Chega aqui...

Mary, 02.07.20

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Cansada de distâncias, de barreiras...

De haver outra pessoa, de não ter tempo, de não ter pontaria..

De ter tudo,  menos a sorte do meu lado, ter mais entraves que sei lá o que..

Era bom para variar ter-te a distância dos meus braços, beijar-te ao invés de mandar beijos...

Ter-te aqui.

Fazer amor contigo porque posso, porque nos apetece, porque eu e tu alternamos entre a parvoíce e o mimo, e com alguma zanga pelo meio, e era bom não haver nada a meio, só haver o nós...

Era bom aproveitar a química e viver, era bom dar aso á imaginação, sem medos..

Era bom esta noite poder-te susurrar baixinho...

Chega aqui, anda cá...

Ao anoitecer...

Mary, 24.06.20

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Perdi as mãos no teu cabelo, colei-me ao teu corpo, entrei em delírio...sei lá bem onde fui parar.

Desvaneci nos teus sentidos, misturei o teu suor com o meu, a minha boca que te percorria, o teu corpo que me pedia...sabe-me bem perder-me em ti.

Vimos o dia findar e a noite surgir, deslumbrados e ao mesmo tempo aluados porque embora neste mundo, estávamos noutra dimensão...completamente absortos em curvas desmedidas, suspiros apaixonados e a loucura que parecia não ter fim. E as ideias...

Voltei á Terra, escondi-me nos teus braços e adiei ao máximo a despedida. 

Espero por ti de novo, ao anoitecer.