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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Merda

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Todas as vezes em que disse para não vires...

Em que fui rude contigo.

Em que fiz fitas..

Em que mostrei mais o mau feitio do que a tremenda paixão que tenho por ti...

Olho o estacionamento e sinto a tristeza crescer dentro de mim...

O choro não sai..

O grito fica preso na garganta...

Mas porque não aproveitei mais o tempo contigo?

Porque tomei a tua presença como garantida?

Merda...

 

 

Amar em tempos de Covid

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Quando a pandemia começou não havias tu.

Nem sonhava conhecer-te ou sequer pensava ter uma relação real.

Havia conversas online com gente até interessante mas de longe, gente parva por quem me interessei, gente a quem acedia através da internet.

Gente. Não passou disso.

Inesperadamente nas vindimas cruzámos caminhos e nunca mais nos largámos.

Moramos a 45km. É já aqui ao lado.

Se não fosse o Covid, era fácil sonhar com um futuro para nós. Com o Covid tem sido aterrador.

Quando saiu a limitação de circulação entre concelhos caiu-me tudo....

Vão ser 5 dias terríveis.

Deixei de ver noticías, já não consigo.

A realidade é deprimente e o futuro não se vislumbra melhor.

Resta-me o teu abraço enquanto conseguir ter-te comigo e rezar por dias melhores.

Não te quero perder nem por nada.

E que Deus e a Ciência nos ajudem.

O reverso da medalha.

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Aproximam-se tempos dificeis.

A crise de que o Presidente Marcelo falou recentemente, a tal crise que ainda não se notava muito no Douro...

Daqui por diante vai notar.

Com o cortar das pontas na vinha, acaba o grosso do trabalho, até a vindima.

Boa parte da mão de obra vai parar, e este ano não há os empregos de verão que muitos colegas arranjavam, porque o trabalho é sazonal mas a vida faz-se todos os dias.

Temo pelas dificuldades que muita gente vai passar.

Antes do confinamento, éramos 23 pessoas a trabalhar.

Durante, o mínimo fomos 7 e o máximo 10.

Presentemente, e já com o trabalho a mingar, somos 14.

Sinto que toda a gente olha para o lado, sinto que há um real receio de ser mandado embora.

Ninguém anda feliz com a perspetiva de ficar sem trabalho.

E nós, somos aquele complemento ao dito pessoal da "casa" nas quintas, chamam se necessário, e em maré de contenção de custos, somos um luxo que se evita.

Não há dinheiro.

Há reduções de benefício, há crise real a espreita, há ansiedade.

Há medo. Muito medo.

Acho que mais do que nunca, o Douro tem que resistir porque por muita mecanização, o Douro é e será as pessoas.

E as pessoas do Douro querem trabalhar.

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