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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Pausa para cafuné

Mary, 12.07.20

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Depois do clímax, do apogeu de tanta diabrura, de te perderes feito insaciável nas minhas curvas, acalmas.

O teu olhar reluz, o teu corpo sua, o teu cabelo está em desalinho. 

Fiz um bom trabalho.

E por muito que me queira aproximar, esconder-me nos teus braços, enebriar-me no teu cheiro, resisto e contemplo-te.

Assim, como se aprecia arte. 

A simetria perfeita do teu rosto, os teus braços, o teu peito. O colo, o membro, as pernas vigorosas. Tu.

Perfeito, malandro, assanhado, rebelde.

Olhas-me de soslaio e sorris.

Cedo finalmente e abraço-te, mordisco-te o lábio. 

Beijas-me languidamente, as mãos recomeçam a percorrer-me, nem pensar em resistir-te.

Em que round é que íamos?

 

E uma banda sonora para acompanhar a leitura...

https://www.youtube.com/watch?v=3vmj_wTU-zw

 

 

 

Mau de cama, mau carácter e para esquecer.

Mary, 22.06.20

Eu tinha-o arrumado na minha gavetinha mental, e para lá voltou.

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Eu achei que ia rolar, que ia ser um remember como nos velhos tempos.

Levei o mau feitio do costume mas ele desta vez tinha uma arrogância que não lhe conhecia.

Foi bruto.

Foi a vontade que não surgiu. E do nada, um sentimento súbito "o que é que eu estou aqui a fazer".

Soltei-me e fugi. Sem tristeza , revoltada comigo mesma porque nem devia ter ido.

É passado.

Isto de estar sozinha não tem sido fácil, já falei várias vezes disso aqui. Mas também não é qualquer coisa. Não é o desespero. 

Não ter sexo a doer, é dar-me a alguém com quem realmente me sinta bem.

É sentir-me feliz. É ser tocada como gosto. É não servir qualquer coisa porque ninguém me quer...

Whatever...

O bom rebelde.

Mary, 20.06.20

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Ele estava arrumadinho na gaveta das memórias... Era aquele caso que já dava por terminado, morto e enterrado.

Até ontem.

Ontem era manhã e o olhar dele não me largou... Estávamos em zonas opostas da esplanada, deu os bons dias, o que não esperava.

Voltámos a falar e não nego que a hipótese de me voltar a envolver com ele não me está a deixar bem alegre. Só que passaram quatro meses, ele diz que gosta de mim mas que não quer que o pressione. Eu não quero fazer dele troféu nem trazê-lo com uma trela. Apenas saber com o que contar...

A conversa hoje foi basicamente isto.

A quatro meses atrás, ele era meu vizinho. E eu não tinha ainda televisão, nem o computador nem a net instalada cá em casa. Estava a trabalhar a mais de 100km de distância de casa, as coisas não estavam a correr bem. Ele re-surgiu na minha vida na altura certa. Já o conhecia, já tínhamos tentado ter sexo no verão passado mas retraí-me e não rolou. No inverno, está frio e sabe melhor estar juntinho. Tivemos algumas noites épicas, seja intimamente ou não.

Chorei-lhe no ombro, descarreguei algumas vezes nele sem ter culpa nenhuma. Dormiu algumas noites mal a conta do meus pulsos abertos (Síndrome do túnel do carpo, uma lesão de esforço).

Até inesperadamente mudar de casa, até ter ficado danada por não me ter dito nada, por tê-lo confrontado e ele não ter gostado. Depois foi seguir em frente, muitas horas no chat, os dois casos arquivados de que já aqui falei. Ele foi muito importante numa altura em que me senti muito só. Curiosamente, tenho sentido uma solidão parecida... Agora por diante, sei lá... Aguardem os próximos capítulos.!!