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Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Já tenho cebolas!

Uma nova fase da vida, um velho amor.

Só de passagem...

Mary, 31.05.20

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Domingo.

O anónimo ainda não se revelou.

Tive um tipo bem apetecível a rondar mas deu de frosques. Depressa demais.

Dia da limpeza, das compras do supermercado. Descansar e recomeçar.

Acaba o mês e a semana.

O marasmo existencial, esse que bem podia acabar, não tem fim a vista....

Ainda não percebi o que é um homem com "mente aberta". Juro que encontro isto a pontapé tanto no badoo como no tinder.

Mas já percebi (e não foi preciso muito!) que malta da escola da vida e da universidade da vida fizeram disciplinas variadas como introdução á azeiteirice, estudo e identificação de marcas chinesas, língua monhé e a melhor de todas é a teoria aplicada do mau gosto.

Mas pronto.

Sejam felizes, que eu estou a espera da trovoada como um puto espera pelo natal!

 

Perfume rasca do chinês

Mary, 27.05.20

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Querias...

Querias vir passar a noite, feito menino rebelde, pistola armada e todo um sex appeal de lontra do oceanário.

Querias repetir o que não fizeste bem, querias ir mais além e ter uma sessão espetacular de....do que não vais ter.

Querias...

Querias dar as desculpas esfarrapadas e eu ter a paciência de ficar até tarde a tua espera, porque tiveste sei lá onde...tadinho.

Querias que eu te quisesse e estivesse doidinha pelo tesudo que não és. Se ao menos fosses alguma coisa de jeito, até...

Querias que andasse atrás de ti, mas não ando. Que tomasse a iniciativa, estou-me nas tintas. Não há vontade, não vale a pena, eu quando quero vou a luta e digo sem rodeios o que quero. 

E não te quero a ti. Tentei, mas fiquei com naúseas do perfume rasca do chinês que usas.

Prefiro noites a solo do que contigo, mal acompanhada.

Irra!

A ganza.

P* ta da minha sorte por gostar de um ganzado.

Mary, 21.05.20

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Vou direta para o inferno depois de escrever isto.

Mas...

Já não sei que faça.

Aliás, a vida é tua e fazes o que bem entenderes.

Mas...

De cada vez que olho pra ti , de charro na mão e a sorrir feito tolinho, o pensamento é sempre o mesmo:

-Que desperdício.

De inteligência, beleza e charme.

-Que pena.

Se a tua ideia de vida é ser um ganzado ad eternum, então não te mostres.

Não demonstres o teu raciocínio rápido, a tua astúcia. A tua avidez por sabedoria, por coisas novas.

É delicioso ver-te viver.

Ser tu, o tipo que deambula pelas salas com uma leveza extraordinária, culto e extrovertido, vivido mas que nunca perdeu a humildade.

E a tua gargalhada...

Estar na tua companhia sem uma ganza na mão é animação certa.

Partilhar pontos de vista já é mais arriscado, dado a facilidade com que me desarmas, dada a minha timidez...

Depois há a ganza, os teus amigos da ganza, perderes a noção com a ganza, fazeres figuras graças a ganza..

Constantemente.

À medida que te fui conhecendo, fui descobrindo o teu potencial, coisas que onde irias dar cartas, de certeza.

Comércio de ganza não é uma delas, acredita.

O anonimato nestas bandas permite descarregar a fúria, muito embora te tenha aprendido a respeitar e a aceitar, tal e qual como és.

Mas...

Caramba, eu gosto de ti, gosto de ti mesmo ganzado, e queria ver-te bem.

Quero-te bem.

Abre os olhos, levanta a cabeça. Olha o que estás a perder. Recupera a respeitabilidade.

Meu amor, por favor.

Eu tenho estado aqui, e vou continuar aqui.

Mas...

 

p.s: este texto é meramente pessoal, portanto, não tenho nada contra a ganza em geral.